Nossa homenagem a todas as mulheres desse mundo, em especial a nossas amadas alunas, que estão conosco mesmo nos momentos difíceis.

Prometo a mim mesma:
Cuidar mais de mim.
Ser mais gentil com meus defeitos, pois são eles que me fazem única.
Prometo me dar o direito de chorar mesmo que o mundo me peça para calar.
Prometo silenciar os pensamentos para voltar a ouvir o chamado da minha alma.
Prometo não me calar mais perante aqueles que exigem de mim coisas que não são capazes de fazer. Que me cobram pele perfeita, carreira exemplar, dinheiro no banco, maternidade dos sonhos, corpo escultural, casa limpa, comida na mesa, sorriso no rosto, cabelo perfumado, unhas bem feitas, gestos delicados, fala mansa, bom humor matinal. Como se isso definisse a minha feminilidade.
Prometo respeitar a minha feminilidade.
Prometo não aceitar mais quando pedirem que eu anule a minha vida em favor de quem pode fazer por si mesmo.
Prometo dançar mais.
Prometo ouvir mais podcasts e conversar mais com as amigas.
Prometo pedir colo e me deixar desabar, porque ser forte também cansa. Aliás, prometo não ser forte o tempo todo e descansar.
Prometo não faltar as minhas aulas de poledance. E me esforçar para não xingar a professora nas aulas de flexibilidade.
Prometo me cercar de pessoas que sejam para mim, como espelhos amorosos, que me incentivem e me acolham.
Prometo selecionar melhor quem divide a cama comigo, porque entendo que devo compartilhar minha energia com quem vibra na mesma frequência, que me olha e me escuta, que me oferece parceria, acolhimento e companheirismo. Que comemora as minhas conquistas como se fossem suas. Que em seus braços, me faça sentir em casa.
Prometo ouvir mais o barulho das folhas nas árvores, em dias de vento.
Prometo tomar banhos de chuva.
E andar de pés descalços.
Prometo a mim mesma, visitar a menina que um dia eu fui e acolhê-la.
Direi a ela: Eu vejo você. Nós conseguimos. Chegamos até aqui. Está tudo bem.
Prometo olhar para o meu reflexo no espelho e dizer bem alto: eu te amo.
Prometo vestir as roupas que eu gosto, as cores que eu gosto, sem me preocupar com a opinião alheia.
Prometo rir de mim mesma e me sentir ridícula de vez em quando. Beber mais vinho, rir até a barriga doer, falar besteira, esquecer o celular. Porque a partir de hoje eu só quero o que for leve, o que for recíproco, o que for de verdade. Só o que me faz bem.
(Edna Froes)